Tendências nas negociações coletivas

Renato Alves

Em recente matéria no Valor Econômico, aborda o futuro das negociações coletivas num novo cenário que considere as condições econômicas das empresas e os impactos na sustentabilidade do negócio no futuro.

O cenário de crise econômica que vivenciamos em grande parte dos segmentos econômicos no Brasil há quase 20 meses aponta para a perspectiva de continuidade do processo de retração. Incluída a previsão de 2016, temos uma queda de aproximadamente 10% no PIB desde o início da crise. Uma recessão histórica com repercussão na disparada da taxa de desemprego no país, que caminha para 10% em 2016.

Com as incertezas sobre os rumos da economia, as organizações estão atuando fortemente para assegurar a sustentabilidade dos negócios e manter a competitividade. Ou seja, estamos em um momento crítico onde a sobrevivência das empresas se torna uma questão fundamental e essa discussão está seguindo para o âmbito das negociações sindicais.

Diante desse contexto, é imprescindível pautar as negociações coletivas pelo princípio da sustentabilidade das atividades econômicas das organizações o que, por sua vez, deve contribuir para o futuro mercado de trabalho. Nos últimos anos, no entanto, várias negociações coletivas apresentaram resultados dissociados das possibilidades financeiras das empresas em virtude da cultura criada durante os períodos de elevado crescimento econômico de concessão de reajustes e/ou outros benefícios acima da capacidade de orçamentos das empresas, mas na expectativa de que o consumidor pudesse assumir aquele custo. Essa cultura precisa ser revista.

Fonte: http://www.ntwcontabilidade.com.br/noticias/o-futuro-das-negociacoes-coletivas-valor-economico/